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sexta-feira, 3 de junho de 2011

Prédios verdes e a cadeia da Sustentabilidade

O tema da sustentabilidade tem sido cada vez mais recorrente no mundo dos negócios. A cada dia, vemos grandes grupos iniciarem práticas ambientalmente corretas, que vão desde a construção até a operação e manutenção de empreendimentos. Diante da crescente importância, a questão também começa a pautar os médios e pequenos empresários, que já buscam conhecer mais sobre pequenas ações que podem trazer grandes mudanças. O problema é que ainda pouco se fala, de forma clara e exata, sobre os reais benefícios que a sustentabilidade proporciona para toda a cadeia, ou seja, para a sociedade, o meio ambiente e o próprio andamento dos negócios.

O primeiro ponto a se considerar é que, antes de mais nada, para que um projeto seja sustentável, ele precisa, necessariamente, ser economicamente viável. De nada adianta planejar ações que otimizem a operação e o funcionamento de um empreendimento, se for necessário um investimento alto demais para concretizá-las. Por isso, para que seja válida e sustentável, o mais importante é que a ação, a médio ou longo prazo, seja paga com as próprias economias geradas.



Muitas vezes, é necessário iniciar as ações sustentáveis com investimentos em equipamentos que visem a eficiência energética, como sensores, temporizadores e redução de ilhas de calor, através da inclusão de áreas de sombreamento, com jardins de espécies nativas. Também podem ser feitas ações simples, como a coleta seletiva de resíduos, que agora é lei em São Paulo, para os grandes geradores de resíduos. Medidas como estas podem ser aplicadas em empreendimentos já existentes como também em novas construções. Nos dois casos, o investimento, além de todos os benefícios ambientais, proporciona redução de custos a longo prazo, uma vez que otimiza o uso da energia.




Sejam para prédios novos ou para empreendimentos já existentes, é crescente a busca por certificações para validar as práticas sustentáveis. São Paulo é a capital da certificação ambiental, com 76% dos 189 empreendimentos certificados em todo o Brasil. E a tendência é que este número mantenha uma trajetória ascendente daqui para frente. Cada vez mais empresas buscam se instalar em empreendimentos certificados, como parte de sua política sustentável. Esse movimento deverá forçar o mercado imobiliário a investir ainda mais em edifícios com tecnologia de ponta, os chamados Triple A.




Para construir um novo empreendimento com todas com características de prédio verde, o valor adicional para investimento não chega a 10% dos gastos necessários para um empreendimento comum. Por ser sustentável desde a construção, este tipo de empreendimento chega a ter uma sobrevalorização de até 7,5% que os empreendimentos comuns, além de apresentarem uma maior velocidade na comercialização.




Embora o valor inicial seja mais alto para quem adquire os espaços, a tendência é que o valor do condomínio seja menor, com o passar do tempo, já que o prédio é projetado para otimizar o uso de recursos, evitando o desperdício. Quando a operação também é sustentável, a redução gerada com a melhoria de performance chega a 30%, o que possibilita atratividade para o lojista ou empreendedor instalado nos espaços.




O sistema de ar condicionado, uma das principais medidas revistas em um projeto sustentável, é um dos vilões do condomínio e corresponde a 48% do total da conta de energia, mas esse número pode chegar até 60%, dependendo da solução adotada, nível de eficiência e idade do equipamento. Um prédio verde, geralmente, é projetado com tecnologia para consumir menos, o que amplia os benefícios a longo prazo.

 Entre os setores que mais tem investido em sustentabilidade, os prédios, comerciais e residenciais, aparecem em primeiro lugar, sendo 50% das certificações ambientais. Em seguida, temos 11% em centros de distribuição verdes e 9% em hospitais.



Para que as práticas sustentáveis cheguem aos pequenos e médios empresários, é preciso a disseminação de informação, seja por iniciativas públicas ou privadas. A sustentabilidade é um jogo em que todos ganham – a sociedade, o planeta e o investidor. E poucos conhecem o benefício dos edifícios verdes. As pessoas que são usuárias desses empreendimentos podem sentir a diferença, que vai muito além dos benefícios financeiros. Estudos comprovam, inclusive, que a sustentabilidade dos edifícios impacta até no desempenho dos profissionais nos escritórios. Investir nas mudanças, nesse caso, é uma excelente aposta na fantástica cadeia da sustentabilidade.



*Heloisa Bomfim é business developer da área de shopping e empreendimentos comerciais da Dalkia Brasil

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quarta-feira, 1 de junho de 2011

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N.º de torres: 01

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Imóveis brasileiros rendem o dobro da média mundial

Em 2010, o aluguel de escritórios deu um retorno equivalente a 11% do valor da propriedade em São Paulo e a 10,5% no Rio - contra apenas 5,5% no resto do planeta



São Paulo - A renda gerada pelo aluguel de imóveis comerciais no Brasil foi a décima maior do mundo em 2010. Segundo uma pesquisa da consultoria imobiliária Colliers, que leva em consideração 130 cidades em 50 países mundo, a taxa de retorno de escritórios representou em média 11% do valor da propriedade em São Paulo e 10,5% no Rio de Janeiro. Os percentuais são equivalentes ao dobro da média mundial (5,5%) e superam os valores obtidos nos principais centros mundiais, como Nova York (6%), Londres (5,75%), Milão (5,5%), Paris (5,1%) e Tóquio (4,6%).


Os imóveis industriais, como galpões, centros de distribuição e unidades fabris, são ainda mais rentáveis. O aluguel representou 12,5% do valor do empreendimento no Rio de Janeiro e 11,5% em São Paulo. Ambos os valores também são bem superiores aos das maiores metrópoles mundiais.


O investidor que fugiu dos ativos financeiros e concentrou seus recursos no mercado imobiliário nos últimos anos não tem do que se queixar. Desde 2007, o retorno médio obtido com imóveis comerciais foi bem superior ao CDI (considerado o retorno médio de investimentos de renda fixa) e ao Ibovespa (principal índice de ações da bolsa paulista).



É importante lembrar que a vantagem dos imóveis foi obtida mesmo sem levar em consideração o ganho que pôde ser embolsado pelo investidor com a compra e venda de imóveis em um momento de forte valorização. A taxa de retorno só inclui a renda gerada pelo imóvel a partir dos aluguéis e eventualmente outros serviços prestados dentro do empreendimento.



Preços


A expectativa da Colliers é de que os valores dos aluguéis e de revenda dos imóveis comerciais não subam tão rapidamente no Brasil neste ano quanto no passado recente. A economia passa por um momento de desaceleração devido ao aumento dos juros. Em épocas como essa, vendedores e locadores são obrigados a ser mais flexíveis nas negociações.



Para a consultoria, a tendência geral é de que seja observada uma gradual queda nas taxas de retorno dos imóveis brasileiros nos próximos anos. Um limitador desse processo é a inflação em alta, já que a maioria dos contratos imobiliários são indexados ao IGP-M no Brasil. Isso significa que os aluguéis ficam mais caros sempre que os preços aceleram. Não é à toa que o mercado imobiliário é visto como porto seguro por muitos investidores em momentos de avanço da inflação.




São Paulo e Rio


O levantamento da Colliers também inclui a lista dos imóveis mais rentáveis do Rio e de São Paulo. Todos são empreendimentos de escritórios e quatro deles se encontram na capital paulista, conforme a tabela abaixo:


Os imóveis mais rentáveis de São Paulo e Rio de Janeiro



Empreendimento
Cidade
Taxa de retorno do imóvel

Edifício Barros Loureiro
São Paulo
22%

Centro Administrativo Santo Amaro
São Paulo
14%



Rio Branco 115
Rio de Janeiro
14%


Eco Berrini
São Paulo
13,50%



Brazilian Financial Center
São Paulo
13,50%


A Colliers acredita que o mercado de escritórios de São Paulo deve continuar no estágio de expansão nos próximos meses. A partir do segundo semestre, entretanto, grandes empreendimentos serão entregues (clique aqui e veja os principais). A consultoria prevê o início de um estágio de superoferta de espaços para a instalação de empresas a partir de 2012. com a diminuição no ritmo de aumento dos preços ou mesmo queda.


Já o mercado carioca de escritórios vive uma realidade bem distinta. As limitações geográficas impostas pelo mar e pelas montanhas diminuem as possibilidades de novos lançamentos de prédios comerciais nas regiões onde as empresas desejam se instalar. Tanto que muitas incorporadores enxergam o retrofit (revitalização total de prédios antigos) como única alternativa para levar adiante grandes empreendimentos na cidade.



Como a expectativa de lançamentos não chega a superar a demanda, a Colliers acredita que o Rio de Janeiro encontra-se neste momento apenas na metade do ciclo de expansão imobiliária. Os preços dos aluguéis e das propriedades, que já são bastante altos, devem continuar a subir por mais alguns anos. O estágio de superoferta, em que há uma reversão nos valores praticados, só de ser alcançado por volta de 2014.


Fonte: Exame.com

Imóvel comercial tem procura superaquecida

Nunca foi tão difícil achar um imóvel comercial nas grandes cidades do País. Apenas 7% desses imóveis estão vagos em São Paulo. No Rio, a taxa é ainda menor, de 3%. O ponto de equilíbrio do setor está entre 13% e 15%, o que significa que o mercado está propício a fortes reajustes.
"A demanda está muito maior que a oferta", admite Roberto Perroni, presidente da Cyrela Commercial Properties. Ele diz que a situação é reflexo do crescimento da economia, da busca de imóveis de melhor padrão e da chegada de mais companhias estrangeiras ao País.
Em São Paulo, a maior dificuldade é encontrar imóveis de alto padrão nas avenidas Faria Lima, Berrini e Paulista. A Cyrela, que oferece apenas escritórios "triple A", tem hoje apenas 0,1% de imóveis vagos.
Perroni conta ainda que as empresas comemoram quando um imóvel é desocupado, porque isso permite a alta do aluguel. A Cyrela conseguiu um reajuste de 30% quando um dos escritórios que administra ficou vago.
"O mercado imobiliário não está provendo o espaço suficiente para o avanço da economia", diz Lilian Feng, gerente de pesquisa da Jones Lang LaSalle. "Há uma defasagem entre o crescimento das empresas e os novos projetos." Assim, as companhias não conseguem espaços contínuos e acabam pulverizadas, perdendo sinergias.
A situação não deve se resolver tão cedo. As entregas de novos escritórios em São Paulo este ano devem elevar a oferta em 12%, o suficiente apenas para atender ao aumento da demanda. "Estamos num ciclo de superaquecimento", conclui Mariana Hanania, gerente de pesquisa da Cushman & Wakefield.


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